sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Capitulo 6 - Um beijo no Vampiro

*Ali, após ter ouvido aquelas palavras eu não consegui me mexer. Ao invéz de me afastar de Jennifer, passei mei braço por sua cintura e com a minha mão que segurava seu rosto, a fiz olha para mim.

*Meu olhos agora voltaram a sua cor normal, meus músculos deixaram a sua forma contraída e inxada, meus instintos haviam ido embora.

*Por fim, olhei para ela, fundo nos olhos e disse:

*-Não se preocupe, nunca deixarei que nada, absolutamente nada, nem eu mesmo, a machuque...

*Após uma breve pausa, aproximei meu rosto para perto de sua face, lentamente fui a segurando mais forte, fazendo com que seus pés saíssem do chão e que seu corpo se aproximasse ainda mais do que era possível. Fui chegando cada vez mais perto de seus lábios. Mas antes que eu pudesse beija-la, Calvin nos interrompeu, colocando sua mão entre mim e Jennifer.

*-Sinto muito, mas não posso deixar que Richard beije ninguém por um breve período de tempo...

*-Você já me viu irritado -disse eu, olhando diretamente para os olhos de Calvin- deixe-me asós com Jennifer, nunca iria machuca-la...

*-O problema não é você e sim ele -disse Calvin encostando seu indicador em meu peito- é dele que eu tenho medo... você ainda não sabe se controlar...

*-Não darei bola a isto, você mesmo viu como eu não perdi o controle quando estava com Jennifer em meus braços.

*-Mero acaso meu caro Richard, mero acaso... -disse Calvin, agora fazendo mais força e me separando de Jennifer.

*-Pare com isso, eu quero ficar o resto do dia com Jennifer... sozinho.

*-Isto seria impossivel agora, trate de se recolher e ficar bem quietinho -Calvin agora ia me empurrando no peito e eu ia ficando cada vez mais longe de Jennifer.

*Incrivelmente eu não perdi o controle, alguma coisa em mim via os olhos de Jennifer e ficava com medo de que eu pudesse mata-la ou algo parecido.

*Agora eu via Jennifer sendo guiada por Sara até o andar de baixo, foi quando a perdi de vista e fui direcionado para o quarto que eu estava antes. Imediatamente olhei para Calvin.

*-Por que não me deixou ficar com Jennifer, eu estou longe dela como se tivessem passado semanas...

*-Na verdade se passaram 4 dias desde que houve aquele pequeno incidente comigo e com você. -ele fez uma breve pausa, me pareceu que não queria continuar a conversa... mas continuou- desde que eu lhe deixei desacordado, se passaram 4 dias. Mas o mais estranho foi que eu não vi você gemer de dor por causa de sua transformação e sim por tentar se segurar para não atacar alguém.

*Já estavamos no meio do quarto e eu não havia entendido nada. Ele abriu um compartimento secreto do lado direito onde eu estava ha poucos minutos, aquili havia aberto uma entrada que dava para uma escada. Descemos e chegamos a um lugar que eu não acreditaria se alguem me contasse. Era um lugar grante, muito parecido com uma adega de vinho, porém não havia vinho e sim, centenas de bolsas de sangue, também era muito frio, mas por mais que eu houvesse percebido o frio, eu não senti como sentiria se ainda estivesse como um humano normal. No exato instante em que vi aquilo, meus olhos brilharam naquela cor tenebrosa e quando eu comecei a querer me transformar, Calvin disse:

*-Acalme-se homem, isto aqui é nosso estoque de sangue de animal, nós nos proibimos de caçar humanos, então caçamos alguns animais por quilometros de distância, e com quase cem anos de caça, fizemos este maravilhoso reservatório. Você só necessitará de no máximo 4 bolsas sangue por semana, isto para você que começou agora. Eu e Sara tomamos apenas 8 por mês, raras são as vezes que tomamos mais do que isto.

*Me controlando ao máximo, mal ouvia o que Calvin dizia para mim, apenas focava nas bolsas e me segurava firmemente. Até que Calvin me entregou 4 bolsas, eu apenas vi quantos litros tinham em cada uma delas. Todas pareciam ser iguais, então vi a primeira que tinha 400ml. Logo dei a primeira mordida, o sangue jorrou para fora daquela bolsa me sujando e matando a minha sede.

*-Fique calmo, é normal sentir muita sede, mas você não pode desperdiçar o sangue que foi colhido com tanto suor -ele deu uma risada e continuou a me olhar.

*Eu acabei com as 4 bolsas num piscar de olhos, mas ainda sentia muita sede e Calvin percebeu isto, então liberou para que eu pudesse beber mais 4. Foi quando me senti um pouco aliviado.

*Saindo da sala eu perguntei a ele:

*-Agora eu posso ficar sozinho com Jennifer?

*-Ainda não, como eu pude ver, você ainda não matou a sua sede, sendo assim, você não pode ficar sozinho com nenhum humano ainda...

*Fechei a cara e sentei no meio da sala. Apenas vi Calvin saindo e dando uma pequena risadinha.

*De repente, vejo Jennifer correndo em direção ao quarto e entrando nele com pressa. Imediatamente pensei que algo ruim tivesse acontecido, mas não, percebi que sua expressão era de felicidade e euforia.

*-Richard? Você esta ai? -disse ela sem ver nada na sala, pois era muito escura.

*-Não se preocupe -eu segurei em suas mãos- por que veio aqui?

*-Rápido, não tenho muito tempo -suas mãos seguraram minha nuca e puxou minha cabeça- mal esperava pra fazer isto, estava morrendo de saudades -disse ela.

*Agora minha mão foi de encontro com sua cintura e enrolando meus braços nela. Nossos lábios chegaram muito perto quando ela disse "eu te amo" e nos beijamos. Era como se sinos tocassem em minha cabeça, senti que os sentimentos dela haviam se aflorado nesse tempo em que eu havia desaparecido e que ela pensou que havia me perdido para sempre. Nosso beijo não durou muito, apenas o suficiente para matar a saudade de dois corpos apaixonados.

*-Infelizmente eu tenho de ir -disse ela, após terminar seu beijo de uma forma unica, que apenas ela fazia- juro que pensarei em você pelo resto dos meus longos dias longe de você...

*-Você não tem medo de mim? -eu disse, um pouco apreensivo.

*-Não se deve ter medo de um sentimento tão forte, que rompe a barreira da morte e faz de sua nova vida uma experiencia maravilhosa que é o amor eterno.

*Não haviam palavras ou adjetivos o suficiente para descrever ou que eu falasse para ela naquele momento, então, eu apenas olhei fundo nos olhos dela. Ela me largou e foi andando de costas até a porta. Quando chegou lá e se virou para sair, colocou a mão direita na porta e disse:

*-Eu te amo...

*Estava imovel, admirando aquela beleza estonteante, que me deixava tonto. Mas lembro-me de ter dito "apesar de todo este perigo em sua volta, quero que acredite que eu tambem te amo"

*-Eu acredito sim... -disse ela dando um largo sorriso para a escuridão, sem a certeza de que estava olhando para mim, mas eu ouvi e alegre entendi tudo- ...tchau -ela se despediu olhando para baixo.

*E ela seguiu para o lado direito. Eu não conseguia tirar meus olhos da porta, ainda imaginava sua presença ali, seu cheiro ainda estava no ar, então, mais imovel do que qualquer outra coisa no mundo eu sussurrei:

*-Eu te amo além da vida, eu te amo além de qualquer coisa que possa impedir e nada, absolutamente nada irá fazer você chorar mais uma vez... eu não deixarei.

Um comentário:

Paulo disse...

:'(
q lindo!!!!!!!!! Estou me debulhando em lágrimas!!! ashaushaushaushaush
sem zoa, ta manero, véio. Continua assim q eu compro esse livro xD

fica na paz

abç