sábado, 20 de setembro de 2008

Capitulo 2 - O acordar inesperado

*Quando abri os meus olhos não sabia onde estava, a principio achei que fosse o inferno, pois estava muito escuro e eu mal conseguia enxergar, então me sentei e imediatamente uma luz se acendeu e iluminou o que eu achava que era o inferno.

*Olhei ao redor... Aquilo na verdade era apenas um quarto, bonito e bem decorado. Tinha um papel de parede vermelho com desenhos que nao pude distinguir naquela hora, uma cama de casal muito bem arrumada - onde eu estava sentado - , um armario enorme com muitos detalhes e uma janela com uma cortina imensa cobrindo-a e uma mesa com quatro cadeiras, sendo uma delas ocupada por uma mulher.

*Ela era muito bonita, aparentava ter no máximo 25 anos, era loira, tinha os olhos num tom de mel, mas bem claros, sua pele era bem pálida. Usava um vestido vermelho com preto, ao estilo anos 60.

*Sem saber o que fazer perguntei:

*-Isto aqui é o paraíso ou o inferno?

*-Não sei se tomo isso como ofensa ou elogio - disse ela após ter dado uma gargalhada - Esta é a minha casa - continuou - Meu marido lhe trouxe após te-lo encontrado na rua, quase morto.

*-Como... - indaguei - ...ele me trouxe se eu estava quase morto?

*Ela fez uma pausa e coçou a nuca, como se quisesse que eu fizesse o mesmo, intuitivamente eu fiz. Passei a mão pelo meu pescoço e senti dois furos.

*-O QUE SIGNIFICA ISTO?! - perguntei alarmado após ter dado um salto.

*Desta vez ela não achou muita graça.

*-Você realmente não viu quando meu marido lhe mordeu? - perguntou num tom de desconfiança.

*-Alguem me mordeu? - mas num lapso de memória eu me lembrei - Eu... eu pensei que aquilo fosse delirio meu. Não tem como este tipo de coisa ser verdade... vo-você é um vampiro?

*Agora o sua expressão passou de desconfiada para um gesto mais calmo e gentil.

*-Pois é, parece que você realmente nao viu nada. - ela deu uma pequena pausa e esticou as mãos para a cadeira que ficava exatamente na frente dela - Sente-se aqui e que eu lhe conto tudo.

*Imediatamente, levantei-me e segui em direção à cadeira, com certo receio, sentei-me e olhei nos olhos dela. Agora parecia que ela dava o ar de acolhedora e só de olha-la nos olhos eu me senti muito mais calmo, foi como se eu corresse para os braços de minha mãe ao ter me deparado com a coisa que mais me dá medo.

*-Meu marido estava voltando para casa quando sentiu um forte cheiro de sangue e decidiu parar para ver o que estava acontecendo. Quando chegou naquele beco se deparou com você, já quase sem sangue e com um olhar de tristeza profunda nos olhos semi-fechados. Não sabendo muito bem o que fazer e sem ter muito tempo para pensar, ele lhe mordeu na tentativa salvar esta alma, que, de algum modo, o fez ver o pedido de ajuda que pedia. - ela tomou um ar para continuar - Em seguida ele te pegou no colo e te trouxe para nossa casa para que tivesse o devido tratamento.

*Não sabendo muito bem o que dizer naquela situação, apenas fiz silêncio para que ela continuasse com a história, mas ao invéz de continuar a história me fez uma pergunta.

*-Por que você não tentou chamar ajuda? me pareceu que queria se matar...

*-É uma longa história... - minha voz fraca soou tão baixo que eu mal pude ouvir.

*-Nós temos a eternidade. - brincou ela.

*Eu estava muito nervoso, mas não tinha nada a perder, a nao ser algumas horas de minha "eternidade". Então comecei a contar sobre a mim e o motivo pelo qual eu decidi terminar com a minha vida...

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