sábado, 20 de setembro de 2008

Capitulo 1 - Como me tornei isto...

*Perambulava pela rua, segurando meu blazer pela gola, arrastando-o pelo chao, a camisa com 5 botões aberta e a gravata frouxa, a calça ainda nao tinha feito menção em ser tirada.

*Cabisbaixo, andava pelas calçadas das ruas em plena madrugada, praticamente nenhum carro passava na rua, para ser mais honesto, só vi passar dois. Foram as únicas coisas que me fizeram desviar a atenção dos meus pensamentos. Pensamentos que nao saíam daquela cena que eu vi na festa.

*Andando lentamente pela rua, cansado de tudo e de todos, não queria mais saber desta vida... tudo o que eu queria era um modo de me libertar desta dor e agonia que comiam meu coração. Tinha vontade de subir em algum prédio alto e me jogar num abismo que me libertaria de toda a dor e sofrimento, mas aquela hora, nada estava aberto. Então, quando achei um espelho pequeno no chão, imediatamente tive vontade de quebrar o vidro e cortar os pulsos, foi o que fiz...

*Com os espelho em minhas mãos, corri para um beco sem saída. As únicas coisas que eu via eram um latão de lixo grande e retangular e um ralo logo depois dele. Sentei e me escorei no latão de lixo, com um soco no espelho, o quebrei, mas não tive coragem o suficiente para me matar. O medo da dor, a preocupação com as pessoas ao meu redor, tudo ia de encontro com a minha atitude suicida.

*Me achando um crápula egoísta me levantei, segurando um dos cacos do espelho. Olhava para ele enquanto ficava parado, em pé, virado para a rua.

*-Ei, vamo zuar com esse playboy ai -disse um homem acompanhado com outro homem- talvez ele tenha algum dinheiro para a nossa cervejinha de de manhã -os dois agora se aproximavam de mim.

*Eram dois homens, um era alto, magro, de aparência muito suspeita, ele mal falava. O outro era bem baixo, era gordo, era careca e falava do mesmo jeito que gesticulava, muito.

*-Por favor, eu não quero confusão -tentei acalma-los.

*-Tudo bem, você não precisa ficar confuso, é uma coisa muito simples, você da tudo o que tem e agente vai embora. Com sorte você ainda não leva um olho roxo pra casa?

*Já não sabia o que fazer, os dois se aproximaram depressa e um deles disse:

*-Pra começar você podia dar o seu dinheiro logo, ia polpar esforço desnecessário.

*-Eu não tenho nada -disse com total sinceridade, já que eu iria dormir na casa de Jennifer, que ficava próximo ao local da festa.

*-Vou fingir que acredito -disse o mais baixo, que sempre falava- ...ai agente te bate e pega o seu dinheiro depois e todos saímos felizes...

*Não deu nem tempo de eu dizer alguma coisa, o homem que falava veio em minha direção, correndo com total falta de controle nas pernas. Como eu já estava nervoso com o acontecido na festa, não pensei duas vezes, dei um passo para tras quando ele tentou me dar um soco, desviando do golpe, deixando-o sem equilibrio e dei um soco com toda a minha força em seu rosto, fazendo-o cair e bater com a testa no junta do chão com a parede. Não pude pensar muito, o homem magro vinha em minha direção, com muito mais noção do que iria fazer, tentou me dar alguns socos, mas eu desviei de todos. Eu o empurrei e tentei sair para rua. Fui bruscamente interrompido por que o homem que estava no chão agarrou uma de minhas pernas, fazendo-me cair.

*Eu me enxi de raiva, levantei e com toda fúria que um dia poderia haver dentro de mim olhei para o homem que estava em pé. Ele percebeu que eu não iria mais recuar então tentou ser mais rápido e veio correndo em minha direção. Diferente do que eu fiz com o outro -que continuava no chão, mas agora remexia em alguma coisa nos bolsos- eu não dei um passo para tras e dei dois para frente, surpreendendo-o com um soco em cheio no meio do rosto. Na hora senti minha mão doer um pouco, mas o estrago foi maior para o homem que fora golpeado. No momento do soco eu me desviei um pouco para o lado, fazendo com suas pernas fossem para frente e seu rosto para tras, assim, ele caiu com a nuca no chão e suas pernas para o ar.

*Dei uma olhada para ele, pensei que não se levantaria tão cedo, e voltei minhas atenções para o outro, que agora estava de pé segurando um canivete suiço. Não pensei muito, fui para cima dele, a principio ele não acreditou que eu fosse brigar, mas depois que tomou o primeiro soco e se encotrou na parede tentou revidar, mas eu não deixei. Até que fui segurado por tras pelo outro homem.

*-Você me deixou com muita raiva -disse o baixinho- ...agora vai pagar ca...

*Antes que ele pudesse terminar a frase eu dei um chute na boca de seu estômago e me contorci ao ponto de conseguir me livrar do maior. Dei alguns socos nele e quando me virei para ver como estava o outro... senti um corte no pescoço...

*-O QUE VOCÊ FEZ -disse o homem que ficara calado o tempo todo- VOCÊ PODE MATA-LO, SEU IDIOTA... -ele fez uma breve pausa, olhando para mim, que agora estava estendido no chão, segurando o pescoço, mas não agonizava- VAMOS EMBORA DAQUI E DEIXE-O...

*Eu os vi indo embora. Agora já sabia que a essas alturas minha vida iria acabar, apenas me preocupei de sair da vista da rua. Me arrastei até o latão de lixo...

*Vendo meu sangue se esvair, e finalmente podendo fechar meus olhos tranquilamente, com a certeza de que nao iria acordar para mais um dia de sofrimento, eu pisquei três vezes, já com as pestanas pesadas e a vista embaçada, podia sentir minha cabeça caindo lentamente para o lado e encostando na parede, o meu corpo começara a ficar gélido e eu mal conseguia enxergar, pisquei mais uma vez, e quando abri os olhos na tentativa de ver pela última vez este mundo, vi pouca coisa... apenas o muro do beco sem saída, que estava a uns cinco metros de mim, a parede na qual minha cabeça estava apoiada, as folhas velhas de jornais jogados e uma figura que descera dos céus... a essa altura, nao ficaria espantado em ver nem um unicornio rosa, então nao me exaltei ao ver um vulto descer dos céus e vir em minha direção, apenas fechei os olhos e relaxei, por pensar que a morte finalmente viria me levar.

*Mas, ao invéz de nao sentir mais nada, eu senti que haviam me tocado de leve o braço e uma mordida no pescoço...

2 comentários:

<[Sarinha]>Anjinha emo disse...

Nossa,realmente o suicídio eh algo mútuo , causado por uma imensa tristeza e que nenhum Lítio pode recuperar......
Amei a primeira parte e estou louca pra ler o restante xD.
Bjaum!!!!!!!!!

Anônimo disse...

Uhul...maninha tayná falando...

Prefiro assim, com essa morte menos dramatica fica mais interexante...ainda mais quando verem o motivo pelo qual você queria se matar(q eu sei qual é...e so non vou dizer pla despertar a curiosidade do leitor...)

A morte é uma coisa complexa, e quando a gente tira a vida de uma pessoa vai plo inferno...no caso vc estaria tirando uma vida, A SUA...entom é melhor q te matem...


adorei richardinho...bjaummm maninho!!!1!!